Banco do Brasil – 50 anos em Porecatu

Em tempos passados dizia-se que toda cidade do interior tinha uma Igreja, as Casas Pernambucanas e um Banco do Brasil. Porecatu não era diferente, e em 06 de julho de 1959 foi instalada uma agência do Banco do Brasil nesta cidade, que durante muito tempo foi polo e referência na região. As pessoas das cidades vizinhas vinham para Porecatu procurar o Banco do Brasil para realizar empréstimos, depositar usas economias, trocar cheques e, principalmente, fazer financiamentos agrícolas. Até que outras cidades também tivessem seus bancos, muitos anos se passaram. Nestes 50 anos foram centenas de funcionários, milhares de clientes, muitos governos, planos econômicos.
Principalmente nas décadas de 70 e 80, ser funcionário do BB era um dos mais cobiçados empregos, porque tinha uma remuneração bem acima da média do mercado e também por proporcionar status. A agência de Porecatu chegou a ter 60 funcionários em seu quadro, gente vinda de todos os estados do Brasil.
Alguns funcionários que passaram pela agência tiveram participação ativa em diversos segmentos da comunidade, como Associações, Escolas, Igrejas, Política, Entidades. Junto com o Banco veio a AABB, que é a Associação dos Funcionários do BB e que hoje conta com centenas de associados e tem atuação destacada como clube recreativo e social. Poucas empresas conseguem se manter por tanto tempo, e por isso têm importância fundamental na história de pessoas, cidades, países. O Banco do Brasil já faz parte da vida de Porecatu e região por sua atuação nos diversos segmentos econômicos, financiando cooperativas, agricultores, comércio e indústria, consumidores em geral. Em pequenas comunidades normalmente associamos as pessoas aos seus locais de trabalho, e muita gente que passou pelo BB tem a empresa no seu sobrenome: poucos conhecem o Maurício Chevalier, mas quem não sabe quem é o Maurício do Banco do Brasil? A maioria dos funcionários seguiu para outras cidades buscando promoções ou voltar para suas origens, muitos se aposentaram e ainda estão em Porecatu, outros já faleceram...
O importante é ter e fazer história.
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