Padre Manuel Joaquim
Igreja em Ação- Julho 2008
Padre Manuel Joaquim
“Sobre toda a propriedade privada pesa uma hipoteca social”!
Queremos trazer uma contribuição para uma reflexão que não é nova. Começou exatamente nos preâmbulos da atual Constituição Federal. E se aplica ao abuso monárquico e absolutista dos diretores da Usina da região.
Existem vários artigos sobre este assunto, mas nos pareceu interessante um do Mário Saab Neto.
A propriedade privada deve seguir a “primazia da destinação universal dos bens sobre a apropriação individual”; os bens naturais se destinam a toda a humanidade.
O direito de propriedade, que consiste na apropriação individual, é uma forma eficaz de realizar melhor esta destinação.
Através da propriedade o homem pode trabalhar, sobreviver, criar e por ela serve de meio para realização de direitos essenciais, não tem legitimidade na posse, mas na sua destinação.
A propriedade, situada assim à luz deste princípio, é entendida como responsabilidade social e não como privilégio excludente: “Sobre toda a propriedade privada pesa uma hipoteca social”! São palavras do querido e saudoso papa João Paulo II.
A propriedade tem, conforme o bom senso, sua importância reconhecida e devidamente enquadrada; é meio, não é absoluta.
Deve estar sempre associada aos direitos e às necessidades humanas, e no contexto social, ao trabalho, por ser um aspecto chave para toda questão social.
Decidir o que se deve ou não deve, quando ou não se deve é algo que ultrapassa as fronteiras do possuir. Moer ou não moer... Não pode ser questão de um grupo! Deve ser assunto discutido com toda a comunidade e principalmente com os funcionários.
Se não existem recursos, busca-se a causa. E buscam-se soluções definitivas.
Pe Manuel Joaquim R. dos Santos
Pároco de Porecatu

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