Fique por dentro - Agosto2008

Jefe

Mulheres vulneráveis ao HIV

Em vinte anos da epidemia de HIV Aids , as mulheres continuam vulneráveis ao contágio nas relações sexuais, se pensarmos nestes vinte anos de epidemia, poderemos com certeza dizer que a mulher está subjugada a cultura machista, por mais que esteja em condições iguais perante a lei, isto é uma luta diária constante no dia a dia, igualdade para todos, mas a relação homem -mulher vai além das conquistas no campo profissional, esporte, na política ... e na vida sexual, neste contexto a AIDS veio mostrar a cara de cada um, seu jeito único de ser por mais que usemos máscaras sociais para satisfazer uma sociedade que cobra valores e valores, como o casal pode se defender do HIV Aids?

Através do diálogo franco e de casal pra casal, afinal discutir a relação é importante o que gostamos na cama, o que satisfaz cada um, o que eu não aceito, afinal muitas mulheres não aceitam ou por questões culturais e religiosas não fazem sexo oral, anal, enfim algo que julga pecado e discutir relação e saber conscientemente que faço sexo como gosto ou como gostamos?

Há que se ter atitude de falar por mais que seja difícil ou vergonhoso, mas sexo não é vergonha é necessidade humana e amor é amor, portanto se você amar de coração e alma, o diálogo vai surgir e de coisas intimas que você tem receio ou medo de discutir, poderá vir até rir disso tudo e o importante, já que se amam, é falar de vocês mesmos, razão pela qual muitos casais estão juntos a anos e anos ..

A vulnerabilidade acontece quando não há diálogo, e se não há dialogo, mulheres continuarão sendo infectadas, porque é difícil ouvir experiência de vida onde uma mulher casada que jamais traiu seu esposo “por amor” e chorando como se o chão não existisse, e a vida, como uma vela que se apaga, procura continuar vivendo em virtude não do amor a seu esposo mais sim de seus filhos, e neste aspecto não há culpados e nem procure culpa no outro (a), é uma questão de vida, vida hoje e amanhã, portanto atitude firme e de amor a si mesmo são essenciais para o tratamento de uma doença crônica, que não tem cura e neste momento a solidariedade familiar e social são necessárias para a construção de uma nova vida, e porque não afetiva e sexual.


Jéferson Paulo Souza
Presidente da Associação de Orientação Sexual de Apoio e Prevenção às DSTs / Porecatu – Prometheus

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