Controle da AIDS
Os países desenvolvidos (Japão, Áustria, Alemanha...) contam com indústrias farmacêuticas modernas e que a todo instante estão desenvolvendo pesquisas e descobrindo novos medicamentos mais eficazes contra as doenças. Estas indústrias (da vida e da morte) são gerenciadas por humanos, não nos esqueçamos disto, e podem determinar que “a vida cobra a conta: quem tem dinheiro vivem e quem não tem morre” (dizia Herbert de Souza, o sociólogo Betinho). É preciso lembrar que os remédios que hoje temos para combater a Aids, especificamente, dependem da mobilização e organização civil. Havia milhares de pessoas no mundo contaminadas e morrendo devido a falta de medicamentos e porque a aids era desconhecida no meio científico.
Governos de todo o mundo iniciaram o combate ao que denominaram HIV/AIDS. Nos Estados Unidos em 1980, na era Reegan, no Brasil em 1986, na era José Sarney. O Brasil saiu na frente nestes vinte anos de epidemia com leis que garantem a todos os contaminados o acesso ao trabalho, à educação, à sua privacidade e acesso aos medicamentos.Os entraves burocráticos para consegui-los existem, mas a pessoa deve ter atitude e buscar os seus direitos. Hoje a prevenção é vida; neste mundo ou morre-se de fome ou devido a falta do medicamento essencial ao doente.
Use camisinha em todas as relações sexuais, não compartilhe agulhas, evite a aids e outras DSTs, as hepatites A, B, C. O jovem que pensa que pode acontecer apenas com os outros não deve esperar para ir a uma Unidade de Saúde caso tenha alguma suspeita. A ansiedade e perplexidade durante a espera dos resultados dos exames causam a desestruturação emocional e o sofrimento que poderiam ser evitados. Neste sofrimento fica evidenciado o preconceito e a determinação do estigma da aids. Portanto, é necessário procurar estar ao lado do doente e não da doença.
Solidariedade para todos.
Jéferson Paulo Souza
Presidente da Associação de Orientação Sexual de Apoio e Prevenção às DSTs / Porecatu – Prometheus