Convivendo com pessoas soropositivas
Desde o início da epidemia de hiv no mundo nos anos 90, em Porecatu homens e mulheres foram infectados. Já contamos com seis óbitos, na maioria mulheres. Não nos esqueçamos que os “filhos da aids” (crianças que nasceram com o vírus hiv) hoje ainda estão vivas por receberem o tratamento e medicamentos disponíveis na rede pública de saúde e também, é claro, devido ao amor e compreensão de seus familiares.
Estes dispõem de atenção em seus tratamentos (consultas médicas, exames, remédios) para uma doença crônica que, felizmente, tem tratamento.
Aos portadores do vírus hiv resta a vontade de continuar vivendo, não se deixarem levar pelos pensamentos negativos de culpas (Por que aconteceu comigo?) e/ou (não vou mais viver!).
O estigma e o preconceito aceleram a morte social.
É fundamental que a pessoa soropositiva, ao saber o resultado de seu exame laboratorial, aceite sua condição, tenha apoio de seus familiares e amigos. Isto já é um ótimo caminho para a aceitação do tratamento.
Quando a sociedade enfrenta a situação da epidemia de hiv e busca a informação, acelerando o conhecimento para a prevenção, vencendo preconceitos pelo estigma (tememos o que não conhecemos), teremos uma sociedade menos vulnerável.
Através das escolas, empresas, igrejas, associações governamentais e não governamentais, rádio, jornal, Porecatu destaca-se pelo acesso às informações, ao conhecimento e apoio ao tratamento.
A sociedade (homens, mulheres, crianças e jovens de todas as idades) discutem o assunto e já não existe o pânico ou ansiedade social como no início da epidemia. Hoje a solidariedade e a informação proporcionaram pessoas convivendo e vivendo até grandes amores, sonhos, numa convivência humana entre soronegativos (sem hiv) com soropositivos (hiv+). Este fato gera mais qualidade de vida numa sociedade que aceita a diversidade humana.
Saúde e prevenção são para todos! Não esqueça o uso do preservativo nas relações sexuais e não compartilhe agulhas com usuários de droga injetável. Mãe: faça o pré natal, pois mãe positiva e filho soronegativo (que nasce sem o vírus) depende de cada um de nós.
Jéferson Paulo Souza
Presidente da Associação de Orientação Sexual de Apoio e Prevenção às DSTs / Porecatu – Prometheus