Pré natal é importante na prevenção da transmissão vertical
No Brasil existem as recomendações para a profilaxia da transmissão vertical do hiv e terapia Anti-retroviral em gestantes, publicadas pelo Ministério da Saúde, que orientam os profissionais de saúde a prevenirem a transmissão vertical do hiv. Além disso, o SUS disponibiliza, de forma universal e gratuita, o AZT, Anti-retroviral que tem se mostrado eficaz na prevenção da transmissão do vírus da mãe para o filho. Estudos realizados em 1994 evidenciaram uma redução de 67,5% na transmissão vertical com o uso do AZT durante a gestação, no trabalho de parto e no parto em si, bem como pelos recém-nascidos que não foram amamentados, apenas alimentado com a “fórmula infantil”, disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Muitas mulheres só descobrem que estão com hiv já com alguns meses de gestação ou quando desconfiam estarem grávidas ao recorrerem aos postos de saúde para fazerem o pré natal. Nos postos é solicitada uma série de exames que inclui o teste anti hiv. Vale a pena frisar que a realização deste teste não é obrigatória, mas é extremamente importante para que as medidas de prevenção da transmissão vertical possam ser adotadas. Quanto mais cedo a mulher souber sobre sua condição de soropositividade, mais efetivas podem ser as medidas preventivas a serem tomadas antes, durante e depois do parto.
A mulher HIV positiva pode amamentar?
As mulheres que vivem com hiv-aids não devem amamentar os seus filhos, pois a amamentação é uma forma de transmissão do vírus. O aleitamento materno representa um risco adicional de transmissão de 7% a 22%. Não poder amamentar pode gerar sentimentos como constrangimento ou depressão, ainda mais sabendo dos benefícios do leite materno à saúde da criança. No entanto, o mais importante é evitar que o filho contraia o hiv. Portanto, utilize o aleitamento artificial, ou seja, a “fórmula infantil”.
Jéferson Paulo Souza
Presidente da Associação de Orientação Sexual de Apoio e Prevenção às DSTs / Porecatu – Prometheus