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Fique
por dentro - Outubro 2005
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Jefe
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AIDS entre adolescentes
A
questão da Aids entre adolescentes vem, a cada
momento histórico, formando um caráter
providencial, isto é, em meados dos nos 80, os
jovens que presenciaram o início da aids, viram
o sexo, o amor, a paixão se esvaziarem pelo medo,
preconceito, falta de informação. Era
algo novo que, de repente, mudou o curso da história...
Mas algo não mudou em relação à
epidemia de aids entre jovens adolescentes: os cuidados
com a prevenção. Se por um lado a epidemia
se expandiu no início por falta de tratamento
e medicamentos que combatessem o vírus, no início
dos anos 90, com o descobrimento do coquetel, muitos
jovens deixaram de usar a camisinha acreditando que
a cura estava descoberta. Ledo engano... e as campanhas
se intensificaram entre jovens hetero e homossexuais
visto a alta incidência.
Hoje, em pleno 2005, ainda a prevenção
se faz necessária e, mais que tudo, a informação
e o diálogo entre pais e filhos sobre a sexualidade,
sexo, namoro. Não deixar apenas que a escola
faça esta tarefa que é essencial na luta
pela solidariedade em tempo de aids e também
para desmistificar preconceitos que tanto ajudam a proliferar
o medo e a ansiedade.
Jovens em Porecatu foram contaminados em outras regiões
do país por terem relações desprotegidas
ou através de agulhas contaminadas que foram
compartilhadas. Hoje fazem o tratamento adequado sendo
grandes divulgadores do perigo eminente em não
se proteger em tempos de aids - o vírus da imunodeficiência
adquirida. Note-se: "adquirida", isto é,
se a pessoa não se cuidar, pode pegar aids. Se
a aids pode ser evitada, evite-a usando preservativo
nas relações sexuais, não compartilhando
agulhas e seringas.
Não adianta usar camisinha nas primeiras semanas
do novo relacionamento (ficar, namoro) e, por causa
do amor, abandonar o uso do preservativo. Foi dessa
maneira que muitos casais se contaminaram.
Portanto, a fidelidade deve ser questionada: afinal
até quando a fidelidade (o compromisso entre
os namorados) é garantia de segurança
em relação ao HIV???
Lembre-se que o sexo hoje é questão de
consciência e responsabilidade e não se
deve matar o amor por causa da Aids... Viva e seja feliz!
Jéferson
Paulo Souza
Presidente da Associação de Orientação Sexual de Apoio
e Prevenção às DSTs
Porecatu – Prometheus
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