Espírito Natalino: Generosidade ou esperteza
“É Natal”
Grande magia que desperta dentro de alguns um potencial de solidariedade e compaixão, embalados pela realidade dos interesses comerciais da data.
Surgem campanhas contra a fome e a miséria humana, renasce ilusoriamente a esperança na humanidade e em sua generosidade.
Muitas famílias unem-se mais, as pessoas perdoam-se mutuamente, desentendimentos são desfeitos, compartilha-se a emoção e a alegria que envolve a história do menino Jesus e a lenda do bom velhinho. Que bom, tudo girando em torno do amor. É o clima que muitas pessoas precisavam para despertar sua capacidade em oferecer carinho e gratidão às pessoas.
Uma pena é que o clima muda e novos acertos familiares acumulam-se para o próximo Natal.
Nenhuma outra figura, a não ser a de JESUS, simboliza a capacidade humana de ser humilde, generoso, de amar, compartilhar, preocupar-se com o outro e principalmente respeitar as pessoas, independente de classe social, ou diversidade de crenças.
O clima do natal deveria ser o de todo dia, pois fomos educados dentro de uma concepção filosófico-religiosa que valoriza o ser generoso, aquele que oferece toda a sua disponibilidade e bens para o outro, sem pedir nada em troca.
Só podemos oferecer o que temos, a generosidade é uma capacidade emocional que se relaciona ao desprendimento e a auto-estima.
Porém, muitos oferecem algo esperando a troca! Isto se chama “investimento”, pois você não está dando nada; está sim fazendo uma “venda” onde o outro não sabe o que está comprando e qual o preço a pagar.
As relações afetivas, não devem ser confundidas com investimentos no sentido venda.
Nos tradicionais “amigo secreto” não vale a equação: “tenho que oferecer muito para as pessoas perceberem como eu sou legal, e obviamente ser recompensada também com muito”. O centro desta equação é uma auto-estima baixa, uma dificuldade de perceber o próprio valor desvinculado do monetário de seu presente material. Aqui a generosidade é substituída pela esperteza a seu serviço.
Ser “esperto” é diferente de ser “generoso”.
O esperto é aquele que está sempre tentando “levar vantagem em tudo”, vestido de “bonzinho”, é produto do entendimento equivocado da palavra generosidade e que supõe “muito dinheiro no bolso e saúde para dar e vender”. (talvez mais para vender do que dar).
Generosidade é algo maior que o poder econômico demonstrado na época natalina. Podemos ser generosos sem necessariamente termos muito dinheiro, podemos oferecer gratuitamente amor, atenção, solidariedade e principalmente respeito, aprendendo a olhar as pessoas que estão à nossa volta como seres humanos, não apenas enxergando seus defeitos, seus poucos bens materiais, mas as suas qualidades e potenciais pessoais.
Que bom se o Natal fosse repleto de generosidade e principalmente que ela não ficasse condicionado ao espírito natalino que se evapora após as festividades de cada ano.
Mensagem de final de ano
"Em 2007 ponha um ponto final nas incertezas, tire as interrogações da frente, encha de exclamações o seu dia a dia.
Dê mais tempo para você, cuide da sua saúde física e mental, tenha um ano sem traumas e sem depressão.
Abra o seu coração, esteja mais perto de Deus, mais perto de seus familiares e de seus amigos.
Viva melhor!
Um grande abraço do amigo
João Garcia de Campos."
Orientações e sugestões a0s pais para as férias escolares de 2007
• Não deixar, sob a alegação de férias, que os filhos façam o que querem e na hora que querem. Pelo contrário manter uma rotina de vida diária que envolva inclusive atividades domésticas sob responsabilidade da criança. Férias não deve ser isenta de frustrações e sim uma oportunidade para treinar limites, tão necessários em época de aulas. A palavra “não”, deve continuar a ser utilizada com muita segurança, quando necessário.
• Continuar orientando sempre o levantar cedo, pois a claridade da manhã em contato com a retina produz neurotransmissores que controlam o humor.
• Para garantir o levantar cedo, manter o horário normal de deitar, sempre antes das 22.00 horas e em cama própria.
• Não incentivar o dormir durante o dia e nem o sedentarismo do “descanso” durante o dia.
• Manter rigidamente o horário das refeições, de preferência junto aos demais familiares, para treinamento do bom relacionamento e boas maneiras.
• Não eliminar o desjejum, principal refeição do dia, onde o café deve fazer parte indispensável. (a cafeína é grande estimulante da atenção e concentração)
• Evitar refrigerantes e sucos artificiais durante as refeições, dando preferência aos sucos naturais.
• Não incentivar o comer entre as refeições, evitando principalmente os salgadinhos que contenham corantes, conservantes e adoçantes artificiais, pois provocam hiperatividade e irritabilidade em algumas crianças.
• Programar atividades de lazer ao longo das férias e outras que caracterizem o aproveitamento das férias pelo escolar, de preferência com a discussão das opções e se possível com a presença do pai nas atividades e aproveitando-se as alternativas disponíveis na região. (não é indispensável a ida para longe ou para praias)
• Não associar as atividades de férias com os resultados escolares, pois filho que reprova (já foi castigado pela reprova) também merece férias.
• Limitar atividades de TV, Videogame e Computador ao máximo de duas horas por dia, dando preferência às atividades que envolvam movimento do corpo e contato com amigos, aproximadamente da mesma idade, em local de conhecimento dos pais.
• Limitar a freqüência a “play games”, pelo jogar compulsivo, que é muito difícil de extinguir durante o período de aulas se houve o hábito instalado durante as férias. (Cuidado.... você deve limitar estas atividades!)
• Colocar a disposição da criança, material de leitura (jornais / revistas) segundo suas preferências, sem exigências de atividades acadêmicas, a não ser os casos de tarefas do Kumon e que são ótimas para ativação cerebral nas férias.
• Saber sempre das atividades diárias do filho (onde e com quem estão) durante as férias e em casos de saídas, combinar e cobrar sempre o horário de retorno.
• Orientar para que os filhos não aceitem propostas atividades com estranhos ou mesmo com conhecidos e ou parentes mais velhos, que se caracterizem como “escondido dos pais” ou “não poder falar para os pais”, argumentando com os filhos que “tudo o que é bom pode ser falado para os pais e não precisa ser escondido”.
Psicólogo Prof. João Garcia de Campos CRP 08-05734
Psicoterapeuta Especialista em Análise do Comportamento
Rua Belo Horizonte 962 Fone (43)3623-1334 Porecatu Pr. jogarca@bol.com.br