Boa mensagem para início de ano
Que bom terminarmos janeiro, primeiro mês do ano, com uma mensagem tão linda do arcebispo de Londrina, D. Orlando Brandes, escrita para a coluna “Espaço Aberto” da Folha de Londrina, do dia 31 de Janeiro.
Ele trata de maneira muito didática e com muita sabedoria dos seis perigos, que a seu ver, assolam os dias dos cristãos. Inicia sua coluna dizendo que, “Quem adora o Deus vivo e verdadeiro, obedece o mandamento do amor a Deus, busca crescer na fé, livra-se dos ídolos”.
Em seguida coloca e analisa, talvez em ordem aleatória, os seis perigos a saber:-
1. A rotina, no sentido de mesmice e conformismo, como caminho destrutivo.
2. A mediocridade, como opção de alienação, de indiferença e desinteresse.
3. As omissões, ao deixarmos de fazer o que devemos e podemos.
4. O apego que nos impele à posse dos outros, das coisas e de nós mesmos.
5. A preocupação como uma antecipação de problemas, que apenas aumenta as dificuldades, desgasta as pessoas e não resolve o possível problema. Segundo ele o que resolve é a ocupação.
O sexto perigo, com a permissão do D. Orlando vou manter a redação, tal como foi publicado para não prejudicar a fidelidade do texto, que merece ser lido na íntegra.
6. A idolatria. “É tudo o que colocamos no lugar de Deus e endeusamos. Os grandes ídolos hoje são o poder, o prazer, o ter desordenados. No lugar de Deus, fabricamos deuses falsos, enganadores, opressores que são absolutizados como: sexo, drogas, bebidas, dinheiro, aparência, prestígio. Nossos ídolos são adorados, exaltados, divinizados e, por isso, mesmo nos escravizam. Há ídolos pequenos e grandes. Todo ídolo é falso, enganador, escravizador. Quem adora o Deus vivo e verdadeiro, obedece o mandamento do amor a Deus, busca crescer na fé, livra-se dos ídolos. Adorar em espírito e verdade, é o ensinamento de Jesus.”
Como analista do comportamento, percebo mais uma vez a coerência das análises científicas do comportamento e as colocações de cunho religioso e espiritual do cristianismo. Assim nada há de contraditório entre a Psicologia e a Religião Cristã.
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