|
Mês de agosto e o dia dos Pais
No mês de agosto, cercado de crendices não muito otimistas, temos a comemoração de datas muito importantes, como por exemplo o dia do padre. Todos podem imaginar o significado de um padre para a comunidade católica e quero destacar que também comemoraremos o dia do padre de cada família. É o dia dos pais, tão significativo para a família. Não descarto que exista o interesse comercial nesta comemoração, mas a data pode ser lembrada independentemente dos presentes e aproveitada para uma reflexão sobre a importância e as reais funções do pai, que em alguns casos, em relação aos cuidados com os filhos, não passa de uma vice-mãe, ou seja faz aquilo que a mãe determina e na ausência dela. É claro que além desta função de vice-mãe, na maioria das vezes o pai atendendo a um modelo muito ultrapassado de pai faz o papel do durão, aquele que procura defeitos para punir os filhos e para criticar a mãe. E neste modelo de pai não sobra tempo para um contato mais envolvente com os filhos, onde o diálogo permita aos filhos falar do que desejam, do que sentem, isto porque o pai não se permite ouvir e sim apenas ditar, no sentido de ditador, as ordens onde prevalecem quase sempre a sua vontade.
É claro que a maioria dos pais se enquadra neste tipo de pai ultrapassado e quero cumprimentá-los por aproveitarem este e outros dias para refletir sobre o seu desempenho, principalmente sobre o envolvimento na vida do filho, no sentido de apoiar, de compartilhar, de orientar e particularmente de manifestar e permitir manifestações de carinho. Carinho não é coisa exclusiva de mãe. Um pai envolvido na vida do filho sabe por exemplo o nome de sua professora, sabe em que série da escola o filho está, sabe e lembra-se do dia de seu aniversário, valoriza os momentos de convívio no lar, muito mais que os momentos de freqüência a bares ou fins de semana com amigos longe dos filhos. Não acho que o pai ideal seja aquele que apóia o filho em tudo, o paizão que tudo permite e facilita ao filho.O pai ideal é aquele que se envolve com a vida de cada filho, desde antes do nascimento, durante o nascimento e desenvolvimento do filho. Envolver-se na vida do filho inclui o orientar e dentro do orientar há duas coisas muito importantes a destacar.
Em primeiro lugar os pais devem aprender a dizer não para os filhos com muito critério e de maneira firme. Quer dizer que devem proibir, negar, não dar o que realmente deve ser proibido, negado e não dado. Valorizar a palavra não, evitando usá-la em todas as situações e também evitando de voltar atrás.
A segunda coisa importante é sempre colocar democraticamente limites para as ações dos filhos e exigir o cumprimento destas regras e normas. É necessário que os filhos tenham limites na utilização do dinheiro, limites nas saídas de casa e nas saídas da cidade, limites nos tipos e freqüência das recreações, limites na utilização de veículos. E dentro destes limites é importante que haja limites na folga de nossos filhos, sendo que os pais não devem fazer para eles o que eles podem fazer por si mesmos e neste sentido é importante, que os filhos tenham pequenas obrigações em relação aos serviços do lar.
Bom dia dos pais e bom desempenho a todos. |