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Esporte ensina criança a viver em grupo
Nesta época em que as crianças vivem o clima de Copa do Mundo, parece ser importante considerar a importância do esporte coletivo na vida emocional da criança e do adolescente. As escolas já perceberam esta importância e estão adotando práticas esportivas, onde a competição e o seu resultado são apenas um componente, já que o destaque fica para a cooperação e participação.
Portanto não é o incentivo do jogo compulsivo e sim de experiências que vão além do ganhar e do perder, o que pode ser muito positivo. Através do esporte, especialmente o coletivo, a criança aprimora seus contatos sociais. A prática esportiva possibilita que aqueles mais introvertidos ou mais discriminados pelos colegas sintam-se pertencendo e aceitos pelo grupo.
Ajuda também a criança a não fazer um uso excessivo da TV, do computador, do videogame ou de atividades passivas, em detrimento de um convívio social e do exercício corporal. O esporte também pode levar a um desenvolvimento do autocontrole, porque ajuda a criança e o jovem a lidar melhor com regras e limites, a canalizar a agressão e aumentar a tolerância a frustrações. Por exemplo: a perda de um jogo proporcionará lidar melhor com suas derrotas, compreender que nem sempre será destaque em tudo e valorizar mais os seus esforços.
Uma boa oportunidade de compreender que na vida temos que adiar gratificações e nos deparar com alguém que sempre será melhor que nós em alguma coisa. Já as buscas pelas vitórias, ajudam a criança a perseverar, a confiar em si mesma e a superar seus próprios limites.
Numa sociedade capitalista onde há um forte apelo ao individualismo, à ascensão pessoal, ao sucesso, o esporte coletivo torna-se um poderoso instrumento de ensino de virtudes, como a solidariedade o respeito ao outro e a cooperação, pois como bem lembra o Ronaldinho Gaúcho quer dizer: “ao se jogar em equipe é necessário abrir mão de pensar em si mesmo para pensar nos outros".
O grande cuidado que devemos ter é o de não supervalorizar os dotes e potencialidades da criança no esporte para que ela não seja conduzida ao único objetivo de ser um profissional, pois neste objetivo entram muitos fatores que fogem ao controle dos pais e que pode afastar a criança dos estudos e levá-la a frustração. |