João Garcia de Campos
Encontro com o Psicólogo - Outubro 2007
João Garcia de Campos

Pensamos porque falamos, falamos porque pensamos!
A boca fala o que o coração sente, o coração sente o que a boca fala!
A fala é como uma bola de borracha que arremessamos contra a parede à nossa frente. Volta para nós!
É como um grito diante de uma barreira de pedra, faz muito eco!eco!eco! Fazemos, de maneira encoberta, um compromisso com a nossa fala. Se me levanto dizendo que não estou bem, vou esforçar-me (inconscientemente) para passar a imagem de não estar bem durante todo o dia, a não ser que queira causar espanto nos outros, que certamente cobrarão dizendo: “não era você que de manhã disse que não estava bem?” Portanto devemos ter cuidado com nossa fala. Nossa fala pode levar-nos para direções diferentes e ajudar-nos a criar a nossa realidade, quer seja para desencadear ou limitar nossas possibilidades. É muito importante utilizar bem a fala para ajudar nossa comunicação e também para que não ela não se volte contra nós mesmos, ou seja, para que nossa fala não nos atrapalhe!
Tiago estava cheio de sabedoria quando em sua epístola escreveu: “Se alguém não tropeça no falar é perfeito varão, capaz de refrear também todo o seu corpo” (Tiago 3.2)
Abaixo alguns cuidados especiais:-
* Cuidado com a palavra “NÃO”, a frase que contém esta expressão, para ser compreendida, traz à mente o ausente. Por exemplo, se alguém lhe pedir “não pense no vermelho”, aí é que você vai pensar no vermelho. Portanto procure falar no positivo, fale o que você quer e não o que você não quer!
* Cuidado com a palavra “MAS” que nega o que antecede. Por exemplo, “Pedro é inteligente, mas...”.Substitua o “MAS” por “E” que adiciona, quando indicado.
* Cuidado coma palavra “TENTAR” que antecipa a probabilidade de falha. Por exemplo, dizendo “vou tentar terminar o trabalho amanhã”, já reservo grandes possibilidades de não terminar o trabalho.Evite “tentar”, diga “FAREI”.
* Cuidado com as palavras “DEVO” “TENHO QUE” ou “PRECISO”, que supõem controle externo. Em vez delas, use “Quero”, “Decido”, “Vou”, que pressupõem autocontrole, comprometimento e vontade própria.
* Cuidado com o “NÃO POSSSO” ou “NÃO CONSIGO”, que dão a idéia de fragilidade, de incapacidade. Use “NÃO QUERO”, “RESOLVI NÃO”. Ou utilize as negações no passado como “NÃO PODIA”, “NÃO CONSEGUIA”, que indicam que poderá ou conseguirá.
* Fale das situações problemáticas ou de aspectos negativos utilizando o verbo no passado. Isto libera o presente. Por exemplo, “eu tinha dificuldades em fazer isto”... “quando estive deprimido”..., “quando utilizava bebidas alcoólicas”, etc.
* Fale de mudanças desejadas para o futuro utilizando o verbo indicando que a ação já está acontecendo. Por exemplo, em vez de dizer “vou conseguir”, “vou melhorar”, diga “estou conseguindo”, “estou melhorando”.
* Substitua o “SE” do condicional por “QUANDO” da atitude. Por exemplo, em vez de falar “Se eu me aposentar vou”, “Se eu aprender dirigir vou”, fale “Quando eu me aposentar vou”... “Quando eu aprender a dirigir...”
* Substitua o “ESPERO”, que suscita dúvidas e enfraquece a linguagem por “SEI” que implica em assertividade. Em vez de falar “espera aprender isso”, fale “sei que vou aprender isso”.
Substitua o condicional pelo presente. Por exemplo, em vez de dizer “eu gostaria de agradecer a vocês”, diga “eu agradeço a vocês”. O verbo no presente fica muito mais forte, o desejo se torna realmente ação

Psicólogo Prof. João Garcia de Campos – CRP 08-05734
Psicoterapeuta Especialista em Análise do Comportamento
Rua Belo Horizonte 962 – Fone (43)3623-1334 – Porecatu Pr.
jogarca@bol.com.br
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